Não espere mais

 

O tempo, como o percebemos, tem início e fim. A vida terrena é passageira e breve, não há tempo para fazermos tudo o que desejamos e é por isso que estabelecemos nossas preferências. É assim que vamos fazendo nossas escolhas no dia a dia. Alguém já disse que não escolher também é uma escolha, ou seja, tudo é decisão o tempo inteiro. É incrível como achamos que amanhã seremos melhores, mais ágeis, espertos, preparados. Não mesmo, amanhã seremos sempre o reflexo do hoje, e tudo o que optarmos agora, gerará resultados no amanhã. Muito do que fica pra depois, simplesmente não acontece. Empurrar a vida pro futuro é perder a chance de conduzir o próprio destino.

Ter esperança é útil quando existe vontade, planejamento e ação no aqui e agora. Esperança é uma palavra que não anda sozinha, se assim for, é cilada! Esperar um resultado é uma coisa, esperar “o que vier é lucro”, é outra. Sempre somos surpreendidos pelo invisível e extraordinário, isso é indiscutível até, mas há que se saber que o privilégio da tomada de decisão e a persistência figuram aspectos interiores num importante passo à realização do que fora imaginado previamente, mas isso é algo que nem todos os homens são capazes de compreender ainda e assim sendo, impulsionam seus êxitos para depois.

Perpetua-se irresistível, grande motivação humana em perseguir o hoje para celebrar o amanhã, trocar uma coisa pela outra, o real pelo imaginário. Sacrifica o que tem em benefício do que não tem e talvez nunca terá! Ocorre então a transferência para o porvir, no futuro mora a felicidade, as decisões, o conhecimento, a atenção à família, os rompimentos, os começos, etc. Aí vem a surpresa, o amanhã chega e ele é o hoje, e já se passaram meses, anos, e estamos esperando, esperando… Adiando e ajeitando como dá, nos sentindo vulneráveis diante do mundo, perdidos e esquecidos, à espera de uma salvação para sabe-se lá o quê!

Enquanto não utilizarmos os potenciais que já residem em nós, não conseguiremos avançar. Esperar estar perfeito para realizar algo é anular a própria capacidade de decidir e agir, é negar ser o que somos e o que podemos realizar agora, com o que temos. Às vezes, as oportunidades surgem justamente pelo que já temos condições de oferecer e não são poucas as ocasiões em que as rejeitamos por pensarmos que não temos o suficiente para encará-las. É assim que vamos levando a vida, cheios de esperança, perdendo as chances de nos revelarmos e abrindo espaço para devaneios e expectativas de que tudo mude, procurando pela pílula que fará a mágica que só a nossa própria sabedoria tem o poder de manifestar. Só uma coisa muda o amanhã: o hoje! E a única coisa que podemos fazer hoje é colocarmos as cartas na mesa e definirmos o que queremos viver nesse futuro, qual o nosso propósito e como construí-lo.

Esperar é perder tempo, perder oportunidades e perder vida. Uma atitude, por menor que possa parecer, pode trazer em si, o primeiro passo para as experiências que tanto sonhamos, seja em qual área da vida for. Há muitas oportunidades atrás de um telefonema, de um bom dia, um email, uma viagem, uma visita, uma conversa.

Nós esperamos demais. “quando eu emagrecer, quando eu me formar, quando eu me casar, quando eu encontrar meu parceiro, quando o trabalho ideal aparecer, etc. Lá não existe nada, apenas o pequenino eu que mora na nossa imaginação e que insistimos em deixar lá, por acreditarmos na sua impossibilidade.

Nossa vida é um eterno aprendizado, há que se esforçar. Sempre fomos desbravadores em busca de resultados para um determinado fim. Fizemos esforço para nascer, para comer, para andar, para tudo o que hoje vemos como simples e insignificante ou apenas instinto. Não é bem assim, a magia do desenvolvimento está na intenção que nos empenhamos em nossos empreendimentos e a intenção é sempre aprender, melhorar, crescer, expandir, ir além. Foi por isso que aprendemos a andar, por exemplo, para caminhar, mover, fazer acontecer. Se não fosse útil e necessário, poderíamos aprender a andar e ficaríamos sentados, estagnados, não utilizaríamos essa ferramenta, e não teria sentido aprendê-la.

Portanto, não deixemos passar demais as horas, os dias, as oportunidades de fazer o que clama o coração e faz os olhos brilharem, o que nos faz sentir vivos e únicos nesse grande quebra-cabeça que é viver. Que as nossas esperas sejam pelo que não podemos controlar como a natureza, o pôr-do-sol, os animais. Que as nossas esperas sejam para as coisas inexplicáveis, pelo frio na barriga de um primeiro encontro, pela chegada de um bebê, pelo café, pelo correio. Que seja a esperança um refresco e não uma desculpa, pois o dia de hoje não volta nunca mais!

 

#tempo #ação #atitude #autonomia #fazeracontecer

 

 

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7 atitudes mentais que resgatam o equilíbrio interior

 

Sentir-se bem, de forma plena e próspera em todas as áreas de nossa vida é o que mais buscamos, certo? Nem sempre é possível que tenhamos todos esses aspectos alinhados, pois a vida é impermanente e muitas vezes uma área específica precisa de mais cuidados do que outra. Por exemplo: podemos estar muito bem nos relacionamentos e enfrentar dificuldades no trabalho ou em nossas finanças. Pode ser o contrário, o trabalho está ótimo, o dinheiro flui, mas os relacionamentos estão desgastados ou escassos.

Tudo bem! Nesses momentos, o que nos faz superar fases difíceis é a nossa capacidade de nos mantermos equilibrados diante dos obstáculos. Vamos então conhecer 7 atitudes mentais para restabelecer esse equilíbrio nato:

1 – O meu problema não tem solução, mesmo? Nesse mundo que dividimos com mais de 7 bilhões de pessoas, o nosso problema realmente não é o pior nem o mais grave ou urgente. Resolver alguma questão nos exige tranqüilidade e controle emocional, depois, raciocínio. Quando estamos presentes na realidade, percebemos que nosso ego fantasia além do saudável e aumentamos nossos “problemas” em proporções delirantes. Além dessa percepção, estar informado sobre o que acontece ao nosso redor pode servir como uma bela sacudida para despertarmos para as pessoas que estão passando por tragédias reais e tudo o que elas queiram, talvez, seja ter a oportunidade de ter uma vida como a nossa. Conclusão: somos privilegiados!

2 – Silenciar a tagarelice mental. O equilíbrio vem do silêncio, da paz conosco. Separar um tempo na agenda para nós mesmos é fundamental, precisamos nos ouvir e nos sentir, dissipar todo o conteúdo destrutivo que nós mesmos nos incutimos. Se não formos amigáveis com a gente, não seremos com os outros, e aí nascem as cobranças… De que adianta acalentar os outros se o nosso diálogo interno for agressivo e intolerante? Quando buscamos nos compreender com paciência e amor, sem nos sentirmos a pior das criaturas, vamos permitindo que o equilíbrio se estabeleça dentro de nós. Conclusão: o equilíbrio depende de uma postura interna.

3 – Fazer o que é bom pra gente. Fazer o que nós gostamos e nos faz sentir bem, não o que os outros nos dizem que deve ser feito. Conselhos podem ser muito bons, mas quem entende da gente é a gente mesmo. Muitas vezes o que nos faz cair no estresse, é a falta de dedicação a nós, aos nossos projetos e vontades. Tudo aquilo que nos acalma e dá paz, é louvável. Seja uma atividade física, ouvir música, viajar, cantar, jogar dominó, passar mais tempo com a família, visitar um asilo, sair pra dançar, fazer um curso, etc. Conclusão: qualquer coisa que nos tire da alienação de nós mesmos, é válida.

4 – Não delegar aos outros aquilo que é nossa responsabilidade. Não parece mas essa atitude nos tira o equilíbrio, uma delas é quando depositamos expectativas nas coisas e/ou pessoas e transferimos a condução da nossa vida para outras mãos. Esse comportamento nos desarmoniza porque vamos nos desconhecendo, vamos deixando de perceber o que nos faz bem e o que não faz, o que nos fere e o que tem valor pra nós, assim, perdemos nossos princípios pelo caminho e nos sentimos vulneráveis. Quando estamos presentes em nós, sabemos quando somos violados e aí podemos tomar uma atitude, que não se trata aqui de uma ação agressiva, mas de saber se colocar ou se retirar quando necessário. E o melhor de tudo é que podemos ser rotulados de muitas formas, mas quando sabemos quem somos, nada poderá nos atingir na essência. Conclusão: tudo começa e termina na gente mesmo. Se me compreendo, compreendo você, com tanta compreensão, me sinto mais equilibrado!

5 – Fazer boas e edificantes leituras, uma forma de ocupar-se de você. Sair do senso comum é um ato de coragem. Ler bons livros, artigos e revistas que nos fazem pensar, nos leva à outro patamar de conhecimento, principalmente quando nos leva ao autoconhecimento. Na medida em que buscamos nos enriquecer com conteúdos construtivos, vamos também descobrindo capacidades desconhecidas e até novas habilidades. Investir em conhecimento é um valor desconhecido por muitos. Observar em que estamos depositando nossa atenção diariamente, nos mostra parte do nosso futuro. As coisas não caem do céu, elas precisam ser imaginadas e, posteriormente, realizadas com trabalho e esforço. Não há outro caminho. Conclusão: equilíbrio começa no autoconhecimento.

6 – Fazer o que estiver ao nosso alcance com o que temos agora (eliminar comparações). Martirizar-se pelo que não se pode ter no momento é tolice das grandes. Sempre há meios de se chegar aonde queremos. Ainda que um alvo pareça muito distante, não perder de vista nossos objetivos nos mantém equilibrados. A paciência abra as portas para o equilíbrio interno. É necessário que voltemos a atenção para nossa história, para o que estamos criando para nós. Uma outra atitude que nos causa desequilíbrio é quando queremos impor nossas vontades, não respeitando o espaço do outro. Ainda que nossa intenção seja das melhores, vamos entender de uma vez por todas: só é boa na nossa concepção, na concepção dos outros é só uma opinião. Vamos esquecer as comparações e a nossa mania de querer civilizar o outro. Só temos respostas para os nossos questionamentos, não para os dos outros. Conclusão: quando nos comparamos, estamos desperdiçando a oportunidade de sermos o que somos: únicos!

7 – Prece. Não interessa se tem religião ou se é ateu. A prece tem uma força desconhecida ainda para os homens. Quando estamos em prece, nos renovamos e conquistamos forças para os enfrentamentos que se apresentam. Espiritualidade nada tem a ver com certo ou errado, somos livres para fazermos as preces do jeito que nos faça sentir com mais paz e equilíbrio. Podemos criar nossos próprios mantras e orações. Contemplar a natureza, os animais, o sol, todos esses movimentos são estados de prece. Tudo que nos torna mais leve, é uma prece. Pedir orientação ao que acreditamos estar acima de nós, em outras dimensões é uma forma de restaurar nosso equilíbrio. Jamais estaremos sós. Conclusão: apreciar as várias formas de beleza que nos envolve nos ajuda a perceber que existimos e fazemos parte disso tudo. Se uma semente tem a força pra germinar de uma brecha no meio do asfalto, o que seria impossível para nós?

PS: essas atitudes não necessariamente precisam seguir esta ordem.

 

 

Aceitar não faz doer menos, faz a dor passar!

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Quem nunca ouviu a expressão “aceita que dói menos”? Esse conselho amigo sempre chega quando estamos atravessando algum tipo de sofrimento. Pois bem, será que aceitar uma realidade dolorosa qualquer, faz com que ela “doa menos”? Será que existe uma maneira de amenizar nossas experiências descontentes?

Aceitar é uma atitude muito nobre. Não podemos modificar o que não compreendemos, e cá pra nós, há muito nesse universo que foge à nossa compreensão. Sendo assim, a nossa dificuldade em receber e acolher o que se passa no momento atual, somente nos levará a um lugar, o do sofrimento. Sofrer é uma condição de quem se encontra imerso em ilusões e tenta controlar tudo o tempo todo, tarefa impossível, diga-se de passagem! Se olharmos além, vamos aprender que certos sofrimentos são mesmos desnecessários. Existe dor sem sofrimento e sofrimento sem dor alguma!

A partir do momento em que começamos a encarar o que nos causa sofrimento e questionamos o quão real é aquela dor, vamos perceber que grande parte de tanto drama está recheada de puro egoísmo, de querer tudo para si a todo instante e da nossa incapacidade de ceder. A dor precisa ser percorrida, compreendida e só assim passará, sem culpar os outros pelos nossos estados emocionais e sem autoflagelação.

É claro que existem pessoas que provocam dor nos outros sim, mas até que ponto vai a nossa responsabilidade em aceitar e abrigar essa dor? A dor é causa, mas o sofrimento não necessariamente precisa ser um efeito, conduzir e gerenciar as próprias emoções é uma atitude de auto-amor e autocompreensão.

Não precisamos olhar nossas dores com sofrimento, precisamos olhar para elas com acolhimento e percepção, é nessa hora que se faz uso da razão, que se olha para a própria vida por uma visão mais ampla, como se estivéssemos olhando a vida de outra pessoa. Algumas vezes, sermos imparciais conosco, revela nossa maturidade e auto-responsabilidade, o resultado disso é a liberdade, o alívio de sentir que podemos sim lidar com a dor e quando ela se tornar passado, ainda seremos os mesmos, só que mais maduros e tolerantes conosco e com os outros.

Rejeitamos nossas dores porque somos imediatistas e não respeitamos nossos processos naturais, tudo é processual, pular etapas não vai nos poupar de coisa alguma, pelo contrário, vai criar sofrimento, gastar nossa energia e impedirá que estejamos abertos às novidades.

Aceitar a dor fará com que ela siga em seu precioso tempo, assim provamos para nós mesmos a nossa força interior. Não existe uma forma de fazer doer menos, a única opção é a permissão para que os processos ocorram com mais leveza. Precisamos aprender a respeitar nossos sentimentos, se ficamos chateados, tristes e queremos chorar, façamos isso, mas sem tanta cobrança, julgamento ou revolta. A dor vai passar e nós iremos permanecer para novas e espetaculares experiências.

 

 

Imagem retirada da Internet.

Como definir o que queremos em um relacionamento?

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Como definir o que queremos em um relacionamento?

Se tem uma coisa que todos, ou pelo menos a grande maioria de nós deseja, é se relacionar e bem! Mas será que sabemos como conduzir um relacionamento para que este seja bom para os dois? Será que sabemos realmente o que queremos, ou ainda, o que precisamos?

Para se dar bem com nossos parceiros, precisamos estar bem conosco, ok, isso não é novidade! Mas um relacionamento, para que seja duradouro, digno e legal para os dois lados, precisa, antes de tudo, de um detalhe: clareza. Clareza do que se procura em alguém, e clareza do significado de um relacionamento em nossas vidas, em nossa rotina. Está mesmo na hora de deixar alguém entrar ou precisamos arrumar algumas coisas e depois investir totalmente? Estamos dispostos a nos entregar e enfrentar ônus e bônus da vida a dois? É preciso questionar!

Então vamos lá, como definir o que queremos em um relacionamento?

 

Primeiro: Definir o que um relacionamento amoroso significa para você.

Desde que não seja para preencher vazios existenciais ou por exibicionismo social, descartadas essas terríveis hipóteses, as respostas ficam mais interessantes e verdadeiras. Um relacionamento não tem que servir para alguma coisa, não é tampa de panela, tampouco chinelo velho para um pé ou dois. Sem dependência, sem carência! Se queremos um relacionamento que nos eleve e nos traga novidades, é isto que teremos de oferecer aos outros também, o mundo afetivo é uma troca, é ganha-ganha. Não adianta querer receber e nada doar ou se doar demais e nada receber. Faça o que gosta de fazer, tenha seus propósitos por você e pela sua história, e pense no que significa compartilhar quem você é com outra pessoa, assim fica mais fácil compreender onde encaixar o relacionamento que você procura.

 

Segundo: Definir as qualidades que julgamos essenciais em um companheiro (a).

Por exemplo: quero uma pessoa amorosa. Ok! O que é ser uma pessoa amorosa pra você? É uma pessoa que te liga todo dia? É uma pessoa que se preocupa com você? É uma pessoa que demonstra afeto? E como ela demonstra? É uma pessoa que te traz presentinhos? Definir o que tem qualidade pra nós faz muita diferença, mas não seja tão exigente ou intolerante, há sempre algo que teremos de enfrentar no outro e quanto mais movimento nos causa, maiores serão os aprendizados e também o amor.  Outro exemplo: quero uma pessoa trabalhadora. Como assim? Trabalhador pra você é aquele que tem três empregos? É aquela pessoa que corre atrás e atinge seus objetivos? É aquele “burro de carga”? É aquele que pagará as contas dele e as suas? Essas características fazem muita diferença no dia a dia. Se você não suporta passar o final de semana sem o seu namorado (a), então uma pessoa que trabalha nos finais de semana seria interessante para você? Até onde você está disposto a abrir mão de suas preferências para fazer um relacionamento dar certo? Você teria maturidade suficiente para suportar uma fase em que seu parceiro não pode estar com você nos dias em que você gostaria? Se você aceita no princípio, não pode querer mudar depois. Não é justo, percebe? O “depois a gente vê como fica” pode sair muito caro…Pense bem!

Terceiro: Definir o que você não quer ajuda mas também atrapalha. Como assim?

Nem sempre nossas convicções nos protegem, podemos nos enganar, certo? Quando se trata de pessoas, sempre nos surpreendemos. Por exemplo: você define que não quer uma pessoa divorciada ou separada. Em primeiro lugar, o que essa situação pode trazer de tão negativo assim? Podemos conhecer pessoas incríveis que estão nessa situação, e que são corajosas o suficiente para investir quantas vezes for preciso. Além do mais, se procuramos defeitos numa pessoa só porque ela se divorciou, então não sabemos dar segundas chances nem para nós mesmos…

Nesse caso, o que pode desconectar vocês dois, é se essa pessoa não está mais disposta a um novo matrimônio e você quer isto mais do que tudo. Aí tem que haver muita clareza, coragem e atitude. Pode ser muito duro, mas em alguns casos, o melhor é se despedir e virar a página. Há coisas que não podemos e não devemos abrir mão em prol do outro, não adianta viver um relacionamento pela metade. Se você anula uma vontade sua para prevalecer a do outro, uma hora essa conta vai chegar e pode doer muito. Mas se não for esse o caso, qual é o problema? Reveja se o que você diz não querer num relacionamento não passa de um preconceito. Vai que você “morde a língua”?

 

Quarto: quem escolhe demais acaba escolhido.

Reformulando: quem escolhe demais na verdade não sabe o que quer. Primeiro precisamos compreender que merecemos o melhor sempre e que não há justificativas para se permanecer em relacionamentos mais ou menos. O fato de basearmos nosso futuro no que vivemos no passado, faz com que sejamos muito duros conosco e com os outros. Uma nova pessoa, uma nova história!

Não é justo com você ter pressa para se decidir se essa ou aquela pessoa corresponde aos seus princípios e é a escolhida para viver e trocar intimidades. Por isso, quando você define minimamente o que suporta ou não, o que é digno ou não pra se viver um relacionamento, você está pronto para pôr em prática tudo o que você aprendeu com seus relacionamentos despedaçados. Seja honesto e não desperdice oportunidades, mas saiba quando é a hora de cair fora! Sem pressa, sem máscaras.

Saber o que queremos do outro só é possível quando reconhecemos nossas próprias necessidades, valores e mazelas. Relacionamento é aceitar o outro como um presente, como de fato ele é. A partir do momento em que somos capazes de organizar nossa vida a ponto de termos coragem para deixar ir o que não nos fará bem, teremos condições de aceitar o desafio de se relacionar pra valer com inteligência e amor.

Por que é preciso definir preferências? Bem, se você está em dia com seu amor próprio e se sente bem consigo mesmo, você está pronto para dividir algo com alguém e não será um sanguessuga do amor. Há muitas questões para se estar atento, quanto mais questionamos, mais somos capazes de nos conhecer e nos oferecer o melhor e menos chance daremos àqueles que estão perdidos e por isso, só querem se aproveitar do básico, perdendo a oportunidade de se aprofundar em si e no outro. Nós não fazemos isso ou será que fazemos? Escolha o seu lado e defina suas intenções. É sempre tempo de se reformar e começar de novo.

Não existem garantias

 

Tudo, absolutamente tudo o que buscamos em nossas vidas, tem como base a tentativa de garantir que as coisas aconteçam como planejamos. Talvez, o maior pavor do ser humano, seja a incapacidade de prever o amanhã. É possível planejar, mas a execução que se ofusca no horizonte será sempre um mistério. Tudo aquilo que foge o nosso domínio nos amortece, tanto, que qualquer desvio, por menor que seja, é capaz de nos desestabilizar completamente, conferindo um ar de preocupação de magnitude similar a uma catástrofe real, com vítimas, destruição e tudo o mais que a imaginação puder mensurar e catalogar como sofrimento.

Vivemos mesmo como se fôssemos donos da própria vida e do universo ao redor, em parte é verdade, também vivenciamos momentos de intensa satisfação pessoal, mas a nossa vida nos pertence somente enquanto estamos vivos, ademais, onde se encontrará nossa consciência? Ou será que nossos aprendizados, todo o nosso desenvolvimento se esvairá a sete palmos e fim de papo?

Não há tempo para tentar desatar tantos nós, os dias saltam em nossas vidas nos lembrando que não há respostas para tantas perguntas e o mais assustador é que não há tempo. Se conseguimos compreender isso, porque então precisamos garantir que sejamos senhores das nossas vontades, se sequer sabemos o dia do nosso juízo final? Como seria possível moldar toda uma existência, se mudamos a cada dia, a cada perda, a cada vitória? Ninguém, em toda a história da humanidade, foi capaz de seguir à risca, o mapa que escreveu para si mesmo. Cada pessoa que encontramos traz em si um mundo próprio, cheio de expectativas e esperanças, mas entre idas e vindas, todo esse universo particular desmorona e se compõe outra vez e tantas vezes mais.

Com a impermanência da vida e a troca de ciclos, fica claro que o amanhã trará todo tipo de experiência, e por mais que se possa concretizar sonhos e metas, nem tudo estará ao nosso alcance o tempo todo, às vezes é prudente saber “perder” e entregar de vez o desejo de controle como se a vida estivesse à nossa inteira disposição. Tantas vezes ela colabora, outras tantas não, e é por isso que se torna cada vez mais compreensível que o único controle possível é o do próprio pensamento e nada mais.

Não há garantias e certezas que nos dêem a merecida paz que tanto buscamos, seja no trabalho, nos relacionamentos, nas amizades ou nas finanças. A garantia estará na presença de nós mesmos e de nossa conduta perante os percalços do caminho, na capacidade de nunca nos abandonarmos e de sermos valentes, seguindo na companhia dos que nos merecem e querem bem, trilhando o caminho abstrato da vida, que se incumbe de provocar em nós a coragem para sermos aqueles que vão além das falsas garantias e transcendem a própria ignorância de cabeça erguida.

 

 

Antes de se tornar o seu amor, tem que se tornar o seu amigo

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Relacionamentos amorosos não é um tipo de relacionamento isolado. Para chegar lá, é preciso um caminho de aprendizado. Desenvolver o amor em nós mesmos é um dos assuntos mais comentados da atualidade, todo tipo de “receita” você encontra na web e ainda assim, cabe a você encontrar a sua própria, aí dentro de você. Depois de iniciar esse processo, começamos a perceber então, que uma das facetas do amor, é saber se relacionar com cada pessoa em nossas vidas da forma que elas se apresentam em nosso círculo de convivências.

O amor compartilhado com os familiares é um tipo de experiência, que gerará em nós determinados resultados. O amor compartilhado com amigos é como uma segunda família, lá, vamos desenvolver outras habilidades também muito essenciais à nossa evolução pessoal. E o amor, amor? O amor romântico como conhecemos socialmente? O amor cantado, versado, dilacerador de corações, as desilusões e tudo mais? O que significa esse amor que tanto embaralha nossas emoções?

Esse formato de amor é a somatória de todos os outros. No relacionamento romântico, nos deparamos com outro ser que também tem família, amigos, amores antigos, além de enfrentar as mesmas dificuldades e prazeres que nós, como medos, aflições, carências, realizações, alegrias, etc.

Muitas vezes somos amantes mas não somos amigos do nosso parceiro, porque isso acontece? Será que pensamos que o nosso ser amado tem alguma obrigação em tolerar nossas mazelas custe o que custar? Será que esperamos que ele ou ela venha em nossas vidas com a missão generosa de nos salvar e libertar dos infortúnios que nós mesmos não conseguimos lidar? Esse pensamento sobre o amor já tá gasto, finalmente anda caindo por algumas terras.Se somos bons amigos dos nossos amigos, então tá na hora de mostrar essa amizade toda pelo nosso amorzinho. Já que não descontamos frustrações em nossos amigos, que tal também não descontar no pretendente? Aliás, não descontar em ninguém…

Amizade primeiro, amor depois? Isso não estraga a relação, não?Não! Há sempre uma diferença entre amigo(a) e namorado(a). O parceiro afetivo sempre traz borboletas para os nossos estômagos vazios,já os amigos não.Pudera, isso não é da alçada deles mesmo. Os parceiros veem em nós outras qualidades, a perspectiva é diferente, claro. Para uma pessoa merecer nossa entrega amorosa tem que provar pra nós que nos merece, e isso é demonstrado através de amizade, companheirismo. Essa é uma das bases sólidas que ajudará a equilibrar o relacionamento a longo prazo: saber que é compreendido, saber que com ele(a), podemos contar, saber que não seremos cobrados, afinal se você doa (ou recebe), é de graça, tá cobrando o quê?

Esse terreno pode ser perigoso. Não falamos aqui que devemos distribuir oportunidades aos nossos amigos, pois ali pode estar o nosso amor. Pode acontecer às vezes, já ouvimos belas histórias de amizades que se tornam romance.Também já vimos romances virarem amizades depois.Nós não estamos nem no primeiro caso nem no segundo. Estamos no meio,tentando fugir da era em que pulamos etapas com o intuito de vivermos o grande amor, de atingir um nível de intimidade que só acontece com paciência e tempo, nesse rolo todo só esquecemos um detalhe: o amor é construído e uma das formas de se fazer isso é pela amizade. Mesmo que o nosso coração nos indique que estamos diante da pessoa que buscamos, por mais que sintamos uma conexão diferente, analisar e ponderar nunca é demais. Não conhecemos uma pessoa pelo que ela posta em redes sociais, pelo que ela diz ser, não conhecemos em um mês nem em um ano, na verdade, nunca conheceremos alguém em sua totalidade! Romance é a amizade com um algo a mais.

Amar não é simplesmente aprender a conviver com os defeitos do outro, vai além disso. Amar é compreender que todos estamos em processo de crescimento, todos passamos por lições e a aprendizagem é individual. O amor é sempre uma extensão de quem somos com nós mesmos quando ninguém está vendo. Se a nossa amizade é verdadeira, o amor também será. Não importa quanto tempo vai levar pra acontecer, o que importa é a solidez dessa relação. O amor se desdobra no prazer de perceber os mínimos detalhes do outro, a tremedeira das pernas na entrega destemida, o pagar pra ver leva tempo, o resto é assistir a vida se encarregando de fazer acontecer, claro que não há modelos prontos que se apliquem a todos. Há casais que se encontram e em pouco tempo se entendem bem, isso depende de maturidade emocional e percepção de um com o outro. Lembre-se: cada um tem seu tempo!

O amor nasce da amizade porque quando é verdadeiro, nada precisa ser forçado. Se os dois estão comprometidos na mesma estrada, tudo o mais é resolvido como mágica, um acompanha o outro e a conexão se estabelece. Vamos reaprender a dar tempo para as coisas acontecerem, para amar, é fundamental conhecer o outro. Não podemos amar o desconhecido, ninguém ama só a beleza ou só a feiúra. O amor é completo e se complementa nas relações, é aprender a se deleitar na convivência com o outro.

Tenhamos em mente que simplicidade e verdade não se separam. Se vocês são capazes de adaptar-se um ao outro sem grandes exigências, se vocês são livres um com o outro, então o caminho se abrirá cada vez mais. Se ele (a) gosta de você como você é, se decidir que vale a pena ficará, se não, é só amizade.

 

#relacionamentos #amor #amizade #autoestima

Sua Missão é Servir

Missão: compromisso, responsabilidade, incumbência, obrigação, dever.

Servir vai além de ser útil. Serviço é gentileza e colaboração. Ser prestativo, paciente e cortês são condutas que nos fazem sentir vivos e nos permite propagar aquilo que nos sobra no íntimo, mas vivemos suplicando aos nossos semelhantes: amor. É fazendo que aprendemos e entendemos nossos valores, alguém precisa dar início ao movimento e para recebermos o que tanto pedimos, precisamos nós mesmos “fabricar” esse pedido, e como se faz isso? Servindo!

Servimos de formas inimagináveis uns aos outros. Seja com gestos, um texto, um conselho, um ouvido atento, uma piada que se conta, um sanduíche que se compartilha, um olhar com presença, ouvir com atenção os idosos, ajudar pessoas em alguma tarefa, abrir a porta para uma dama, se interessar pelos acontecimentos no dia de uma criança, pedir licença a quem limpa o chão que pisamos, sorrir mais, fingir que não sabe alguma coisa, dando oportunidade para que outro tenha espaço para expressar ideias sobre aquele assunto que você pensa que só você domina, deixar de impor verdades, para que as pessoas possam raciocinar como quiserem e por si próprias, elogiar sinceramente, reconhecer as virtudes do próximo, validar a arte dos artistas, admitir opiniões em nossas empreitadas (você não precisa aceitar um conselho, mas ao menos escutá-lo atento, é sinal de educação e respeito), entre infinitas outras…

Quando somos capazes de oferecer ao outro o melhor de nós, o prêmio é nosso! E antes que você comece a questionar porque deveria considerar ser um servidor, lembre-se de todas as pessoas que te tratam bem e você despreza, quantos “bom dia” você não respondeu…

Temos pessoas em nosso cotidiano e não sabemos ou sequer estamos dispostos a servi-las. Há todo tipo de carência nesse mundo, muitas vezes em nossas missões diárias, gestos extremamente simples podem transmutar situações hostis em acolhimento.

Por exemplo: imagine que um indivíduo está em um dia ruim, só se depara com pessoas mal-humoradas, raivosas, reclamonas, seja em seu ambiente de trabalho ou familiar. Imagine agora que você com um simples sorriso, um bom dia ou com uma licença, proferidos com brandura, possa ser uma referência de que o mundo está muito mais recheado de pessoas boas do que o contrário. Ah! Você pode dizer: pessoas boas? Como uma pessoa pode fazer a diferença no dia de alguém que enfrenta várias dificuldades? Essa é a grande charada!

Reveja suas experiências pessoais e pense novamente no que faz mais diferença no seu dia: deparar-se com 10 pessoas rabugentas ou encontrar, ainda que uma única pessoa, que lhe regale um sorriso sincero, um olhar sereno, uma atitude afável? Qual desses encontros tomaria sua atenção a ponto de modificar o seu dia?

Em contrapartida, você se encaixa em qual grupo? É da turma rabugenta ou dos entusiastas da vida? O que você quer suscitar no outro? Como você serve ao mundo? Não esqueça: uma boa e elevada energia é capaz de metamorfosear vidas! Nota extra: se você não acredita que existem pessoas boas, também não se considera uma!

Qualquer pessoa na face da terra se desenvolve através de experiências, vivências e situações das quais revelam-se os resultados que se frutificam em aprendizados. Se sabemos ou não qual é a nossa missão de vida, podemos considerar que nem sempre nos apercebemos dela porque ela se divide e se espalha em múltiplas tarefas no nosso dia a dia.

Desperdiçamos muito tempo tentando encontrar uma grande missão dentro de nós e achamos que tudo o que fazemos é muito pequeno. Se começarmos a entender que temos poderes muito grandes em atitudes que julgamos muito pequenas, veremos que nossos problemas nascem com suas próprias soluções. Não é tão difícil assim doarmos aos outros o que queremos receber. Os ciclos se repetem e os aprendizados ambicionam expandir, não precisamos depender do poder alheio, nós temos todo o poder, se quisermos!

#reflexao #autoconhecimento #proposito #consciencia